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Economia REFRIGERANTES

O obscuro fechamento da empresa Solar Coca-Cola em Teresina

O que teriam a ver precária infraestrutura do estado e elevada taxa de tributos com encerramento da fábrica?

15/09/2020 12h20 Atualizada há 7 dias
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Por: Redação
Empresa encerra atividades e demite 100 trabalhadores em Teresina)
Empresa encerra atividades e demite 100 trabalhadores em Teresina)

“Só podemos informar uma coisa: o fechamento da fábrica não tem nada a ver com a pandemia do coronavírus.” Com essa pequena nota a empresa Solar Coca-Cola anunciou o encerramento da produção de refrigerante no Piauí. Pelo menos 100 funcionários foram demitidos. Outras demissões não são descartadas. Diz-se ainda: “Essa decisão é tomada como parte da constante e necessária busca de eficiência, sinergias e competitividade.”

A reportagem apurou que o fechamento tem a ver com o elevado custo de manutenção da estrutura frente à carência de equipamentos básicos, como água, energia elétrica e infraestrutura rodoviária. Há que se anotar também no conjunto das motivações a elevada alíquota de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Mas por que silenciar sobre isso?

O Piauí registrou aumento de impostos desde 2015 a partir de lei do Executivo estadual para enfrentamento da crise econômica. O que já era elevado ficou ainda mais. Com impostos a mais, empresas fecham as portas porque já são obrigadas a enfrentar uma série de outros problemas. Isso aconteceu com a Dudico em junho de 2019. Mais de 400 trabalhadores ficaram sem seus empregos, sem contar com as cooperativas de criação de frangos e os produtores de insumos, como rações e medicamentos.

No caso da Solar, de novo o que se tem é uma nota lacônica. Poucas palavras, quase nenhuma explicação. Somente o desemprego a sombrear a vida dos prejudicados. O governo do estado silencia. Conta com 69 secretarias e órgãos afins. Um deles certamente deveria tratar sobre desenvolvimento econômico. O que se indica é que o objetivo tem sido outro.

A fábrica no Piauí, que funcionava na avenida União, bairro Água Mineral, zona norte de Teresina, operava desde 1976, ou seja, há 44 anos. Havia 600 trabalhadores na produção. Permanecem cerca de 500 após as demissões. Sobre os demitidos, a empresa disse que “todos estão sendo tratados com integral respeito e consideração e, além das devidas verbas trabalhistas, a empresa ofereceu um pacote adicional de benefícios.”

O diretor de Relações Externas da empresa, Fabio Acerbi, destacou que “o Piauí é muito importante para a Solar. Continuaremos e investir no mercado, na parceria com nossos clientes e, assim, manter o atendimento de toda a população piauiense com toda a atenção e qualidade dos nossos produtos e serviços.” (Toni Rodrigues)

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