Sábado, 08 de Agosto de 2020
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Política PARALISAÇÃO

Professores em greve exigem reajuste de 12,84%; movimento persiste desde fevereiro

O governo afirma que vem pagando acima do piso nacional e neste ano propõe auxílio alimentação no montante de um terço do valor atribuído pelo MEC

15/07/2020 17h12
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Por: Redação
Paulina Almeida, presidente do Sinte-PI
Paulina Almeida, presidente do Sinte-PI

É perturbador o silêncio que recai sobre a greve dos professores da rede pública estadual. Mas é verdade. Os servidores da Secretaria de Estado da Educação paralisaram suas atividades em fevereiro, ou seja, no início do período escolar. Na prática, para eles, o ano letivo não foi iniciado. A realidade, claro, é bem diferente. Muitos professores decidiram não encampar o movimento porque na vez passada não houve conquista e tiveram que repor aulas por feriados, finais de semana e dias santos.

Fato é que os professores estão em greve desde fevereiro. E a promovem em defesa de um direito que alegam ser legítimo. Eles querem receber o valor do piso nacional de salários. Este ano, de acordo com MEC (Ministério da Educação), deveriam ter recebido um aumento de 12,84% em seus proventos. O governo do estado diz que já paga estes valores e, portanto, a determinação federal seria inócua.

O governo oferece uma parte apenas do percentual de aumento em forma de auxílio alimentação. Os professores revidam e dizem que ele não paga o valor atribuído pelo piso desde ano passado. Em 2019 o aumento deveria ter sido de 4,17%. Não ganharam coisa nenhuma. Novamente, a mesma argumentação. O estado já paga acima do que é atribuído pelo piso nacional.

O Sinte (Sindicato dos Trabalhadores em Educação) garante que se trata de uma falácia. A professora Paulina Almeida, presidente da entidade, disse que a greve vai prosseguir por tempo indeterminado. Segundo ela, o governo oferece auxílio alimentação, mas apenas no montante de um terço do percentual de 12,84%. "Isso é um absurdo", comentou em live no Facebook.

A greve não atinge o estado inteiro. Muitas escolas continuam funcionando de acordo com as regras estipuladas em tempos de pandemia: aulas remotas, reuniões idem. O governador Wellington Dias recorreu à Justiça pedindo a ilegalidade do movimento. Ele afirma que a educação é um serviço fundamental para o desenvolvimento do estado, além do que estaria pagando regularmente os valores merecidos pela categoria.

Os professores pediram audiência e não foram recebidos. Isso ocorreu em 5 de março. Antes, a Seduc havia publicado nota com seguinte teor: as secretarias de Educação, Administração e Previdência estão abertas ao diálogo. O governo está aberto ao diálogo. Fica difícil entender como isso é possível diante da atitude do governador em não receber os professores para um diálogo. Eles mantiveram acampamento em frente ao Karnak, que foi desarticulado com as restrições da quarentena. De todo modo, a greve segue sem data para encerrar. (TR)

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