POLÍTICA BRASILEIRA

Bolsonaro não foi 1° a sofrer atentado na cena principal do Brasil

Crime praticado contra Prudente de Moraes, em 1897, no início do período republicano, também ficou impune

29/06/2020 08h16Atualizado há 1 dia
Por: Redação
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Jair Bolsonaro e Prudente de Moraes: vítimas de atentado
Jair Bolsonaro e Prudente de Moraes: vítimas de atentado

Jair Bolsonaro não foi o primeiro presidente a sofrer um atentato em via pública, embora tenha sido o primeiro a ser atingido quase que mortalmente, em razão do mais alto posto da República. O fato ocorreu em 6 de setembro de 2018, durante a campanha presidencial. Na verdade, ele ainda era candidato a presidente. Mas naquele momento já não se tinha quase que nenhuma dúvida de sua eleição. Tanto que seus adversários tentaram eliminá-lo, conforme afirmações de seus interlocutores mais chegados.

Bolsonaro escapou com vida, recebeu a maior votação no 1° turno e venceu a eleição presidencial daquele ano em 2° turno. Seu agressor, Adélio Bispo, foi preso, identificado e sentenciado. A sentença não foi lá essas coisas. Um juiz de primeiro entendeu que ele era inimputável e que teria agido sozinho. A teoria da conspiração para assassinar o candidato favorito não prosperou porque a própria defesa de Bolsonaro perdeu prazo de apelação da sentença original.

Antes dele, em 1897, o presidente Prudente José de Morais Barros sofreu atentado, no Rio de Janeiro, ao receber a expedição vitoriosa na Batalha de Canudos. Com a diferença de que já era presidente e que seu agressor não conseguiu atingi-lo. Mas tirou a vida de um militar leal ao presidente. A política brasileira era muito dividida nessa época. O ex-presidente Floriano Peixoto havia implantado uma política dura contra seus opositores. Ao assumir, em nome da pacificação, Prudente de Moraes anistiou todos os insurgentes e os que haviam sido condenados pelo seu antecessor.

O vice-presidente Manoel Vitorino que era partidário de Floriano, ou seja, um jacobino, passou a conspirar contra o presidente. Primeiro, quis efetivar-se no mandato durante uma licença para tratamento de saúde do titular. Segundo, quando Prudente retornou para o cargo, então ele passou a tramar sua morte. Foi assim que armou-se o soldado Marcelino Bispo para atentar contra o presidente no desembarque das tropas. Bispo saca uma arma de fogo e aponta em direção a Prudente de Moraes. Naquele momento, o Marechal Carlos Machado de Bittencourt consegue desarmar o agressor, porém é atingido mortalmente por um golpe de espada.

O elemento agressor foi preso e sentenciado. Os mandantes foram identificados. Entre eles, o vice-presidente Manoel Vitorino. Logo, a proteção política recaiu sobre ele e seus atos na trama mortal foram encobertos. Como se vê, a impunidade não é nenhuma novidade em casos de atentados contra presidentes ou candidatos a presidente. (TR)

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