CRIME

Ladrões de celulares foram presos e soltos em menos de 24 horas

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26/06/2020 18h16Atualizado há 6 dias
Por: Redação
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Ladrões presos na avenida João de Paiva pelo sargento PM Cacá
Ladrões presos na avenida João de Paiva pelo sargento PM Cacá

Celular é algo barato.

Claro, diante do preço de uma vida.

Mas também pode ser considerado caro se levarmos em conta que pessoas adquirem, muitas vezes, pagando prestações bem demoradas.

De repente, um bandido numa moto.

Melhor dizendo, dois bandidos numa moto — geralmente roubada.

Não, neste caso.

No alto, Vinicius, na moto presenteada por conta dos seus "distúrbios": na sequência, a prisão pelo sargento PM Cacá, após o assalto

A moto foi presenteada pelo pai do assaltante.

Ele tem 19 anos e, segundo seus familiares, apresenta distúrbios psíquicos.

Tanto que o jeito de combater estes distúrbios é dando a ele de presente uma moto, justamente para que saia aprontando das suas, roubando, quem sabe, num repente, matando.

Felizmente não ocorreu.

Pedrina estava sentada na calçada da residência de seus pais, João e Geralda Veloso.

Os bandidos param e pedem os celulares:

"Passa agora, vagabunda."

Este é o tratamento.

Uma professora, mais de 20 anos de bons serviços prestados à educação do estado e do município de Altos.

"Vagabunda. Passa o celular."

Pior.

Um ex-aluno.

Um sujeito que deveria ter recebido e aprimorado os ensinamentos.

Assalta a própria professora e para tanto conta com a cobertura do sistema.

Explico.

Menos de 24 horas depois os elementos Vinicius e Daniel estavam livres.

Dois assaltantes perigosos, armados com uma faca.

"Ah", você dirá, "mas é apenas uma faca."

Perigoso era se fosse um revólver.

Eles não são perigosos coisa nenhuma.

São apenas jovens com distúrbios.

Querem dinheiro para suas drogas e o conseguem roubando os celulares dos outros.

Mais do que isso: ameaçando a integridade dos outros.

Facas também matam

O sistema não pensa assim.

Fizeram com eles um acordo.

É assim que funciona:

O elemento recebe a liberdade, em troca seria obrigado a cumprir uma série de restrições:

- Não sair do município sem autorização da autoridade judicial;

— Não frequentar estabelecimentos suspeitos (bordéis, lupanares);

— Não comparecer a bares, churrascarias etc, nem consumir bebidas alcoólicas...

É assim que funciona, melhor, é assim que não funciona.

Não conheço nenhum desses marreteiros de meia tigela que tenha cumprido as tais restrições que lhes garantem a liberdade.

Nem mesmo uso da tornezeleira eletrônica.

A lei diz assim... então mude-se a lei.

Não se pode admitir que elementos com esse nível de periculosidade continuem agindo impunemente.

Um elemento com problemas psiquícos, numa moto presenteada pelo próprio pai e ainda por cima armado...

Coitado, vítima da sociedade.

Será?

O problema não é da polícia.

A polícia fez a sua parte.

Em Altos, temos a figura quase que onipresente do sargento Cacá no combate ao crime.

Se não fosse ele, claro, existem outros policiais efetivamente compromissados com a segurança pública.

Mas a polícia não pode fazer nada se as famílias não ajudarem.

Pergunto:

Como é que um pai de família que se diz responsável sabe que seu filho tem problemas mentais, como ele mesmo admite, e a forma como tenta resolver o problema é dando-lhe uma moto de presente.

E a carteira de condutor?

E o cumprimento das leis de trânsito?

Seriam obrigações mininamente exigidas.

Mas... estamos no Brasil.

Lamentavelmente estamos no Brasil.

E tudo indica que não há quem mude essa realidade.

País lamentável e triste.

Que país é este?!!

 

(Toni Rodrigues)

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