FECHAMENTO

Governador do Piauí estabelece regra inédita: o lockdown pela metade

Objetivo é atender interesses meramente políticos de Sua Excelência

25/06/2020 20h00Atualizado há 6 dias
Por: Redação
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Wellington Dias e seu lockdown que não é lockdown (Reprodução/CCOM)
Wellington Dias e seu lockdown que não é lockdown (Reprodução/CCOM)

Prefeito e governador chegaram a um entendimento sobre reabertura das atividades econômicas e sociais em Teresina e nas maiores cidades do Piauí.

O governador Wellington Dias (PT) entendeu de decretar um fechamento parcial das atividades econômicas entre os dias 26 e 30 de junho.

O que seria um lockdown terminou se transformando numa medida repetida em finais de semana anteriores e que não conseguiram alcançar os objetivos almejados.

Tanto é que o próprio governo divulgou no começo desta semana que houve um crescimento no índice de transmissibilidade de 1.3 para 1.5, segundo institutos de pesquisa contratados pelo próprio Executivo.

O governador, pelo que se pode depreender da situação, está novamente fazendo política, ao invés de trabalhar, efetivamente, pela preservação de vidas.

Isso porque entrou em rota de colisão com a proposta apresentada pelo prefeito Firmino Filho (PSDB), que seria de um lockdown efetivo entre os dias 28 e 30, com abertura gradual a partir do dia 1° e que culminaria na reabertura completa no dia 7 de julho.

O Piauí introduz, assim, o lockdown parcial, o que se traduz num monstrengo jurídico, porque lockdown significa exatamente fechamento total e irrestrito de atividades por um motivo determinado e com objetivo previamente definido.

O governador faz um fechamento parcial, portanto, um lockdown pela metade, que não é propriamente um lockdown, mas uma medida de consentimento mediante pressões de supostos empresários que estão sendo feitas pela mídia alternativa e que mostram ao governador um rumo incerto, que nem ele e nem seus críticos sabem ao certo qual seja.

Em suma, lockdown é lockdown, não pode ser pela metade, por um terço, por uma parte apenas, tem que ser tudo, ou então é outra coisa, uma medida assombrosa e assombrada, que, na prática, não resolve nada, porque o governador teria que começar fiscalizando seus próprios amigos, correligionários e partidários, que insistem fazer farras homéricas, mesmo diante de tão grave situação.

O lockdown seria medida de contenção do Novo Coronavírus, mas no Piauí se transforma em providência de natureza meramente política, em que o governador procura se resguardar de eventuais futuras críticas por conta dos inevitáveis prejuízos futuros impostos à economia.

Diga-se de passagem, impostos não por governadores e prefeitos, porque essa parte precisa ser colocada claramente, mas pela própria pandemia. (Toni Rodrigues)

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