HISTÓRIA

Conheça a cidade em que a Monarquia ainda se faz presente

Memórias da cidade e da política...

20/06/2020 19h16Atualizado há 2 semanas
Por: Redação
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Mulheres apreciam movimentação na praça: começo do século XX (Foto/Reprodução)
Mulheres apreciam movimentação na praça: começo do século XX (Foto/Reprodução)

Na memória de Teresina, persistem as marcas e os símbolos do período monárquico.

A monarquia se faz presente em símbolos e nomes de praças e logradouros mais significativos da cidade.

A principal praça de Teresina leva o nome do imperador Pedro II, que permaneceu no poder por mais de 50 anos e contribuiu de maneira determinante para o desenvolvimento do país.

Era um homem culto, voltado para artes e ciências.

Embora ironizado em seu tempo, era chamado de Pedro Banana por conta da forma como permitia que seus adversários o tratassem, especialmente na imprensa.

Também por conta da voz que era fina e parecia mais com a fala de uma criança, de acordo com o famoso escritor Luiz Antonio de Assis Brasil, autor de "A Margem Imóvel do Rio".

A estátua de Dom Pedro II era outrora situada na praça Rio Branco, antiga praça do Comércio, centro de Teresina-PI. 

Em 1938, o então prefeito Lindolfo do Rego Monteiro a transferiu para a praça do Centenário, que passou a se chamar praça Pedro II.

A IMPERATRIZ DO BRASIL

O próprio nome da cidade remete ao período imperial.

Teresina seria a junção de Teresa Cristina, nome da imperatriz e mulher do imperador Pedro II.

Mas os símbolos do Império não param por aqui.

Podem ser vistos na praça da Bandeira, que conserva o marco inaugural de Teresina, datado de 1853.

A praça se chama Marechal Deodoro da Fonseca em homenagem ao proclamador da República.

No entanto, nunca foi chamada pelo seu verdadeiro nome, conservando a denominação antiga, primeiro Largo da Bandeira e rebatizada como Largo Imperial.

No entanto, a população optou por denominar praça da Bandeira porque foi ali que se fincou a bandeira com a qual se partiu para a fundação de Teresina, no distante ano de 1850.

CONSELHEIRO DO IMPÉRIO

a praça Saraiva é outro dos símbolos que persistem ao tempo e à modernização dos meios sociais.

José Antonio Saraiva foi presidente do Piauí, fundador de Teresina, conselheiro do Imperador e presidente do Conselho de Ministros do Império.

A Casa da Cultura de Teresina homenageia João do Rêgo Monteiro, o Barão de Gurguéia, importante figura do Período Imperial.

A praça Rio Branco chamou-se inicialmente praça do Comércio.

Por volta de 1887 foi rebatizada em homenagem ao diplomata José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco, que recebeu o título praticamente às vésperas do fim do período imperial, porém continuou usando o título mesmo após a proclamação da República.

CONSTRUÇÃO EGPÍCIA

O palácio do governo denominado de Karnak é uma construção antiga e pertencia ao Barão de Castelo Branco.

Em 1926 foi adquirida pelo então governador Matias Olímpio de Melo para ser a sede do governo e residência oficial do governador.

Muitos governadores ali residiram.

De acordo com José Lopes dos Santos, em compêndios sobre história política piauiense, o último governador a residir no palácio foi Petrônio Portella.

A denominação Karnak é de templo do antigo Egito e sua arquitetura foi inspirada em templos gregos.

O calçadão da rua Simplício Mendes exalta a figura de um importante médico do período imperial e que foi vice-presidente da província na gestão de Saraiva.

Foi, ao depois, presidente em diversas oportunidades, atribuindo a Teresina feições de modernidade.

PERSONAGENS HOMÔNIMOS

Ressalte-se que existem personagens históricos homônimos.

Um outro Simplício Mendes, já no século XX, foi jornalista, político e magistrado e protagonizou episódio crítico na gestão de Leônidas Melo (1935/1945).

A rua Barroso homenageia Francisco Manuel Barroso da Silva, Barão do Amazonas, que foi um militar da Armada Imperial Brasileira. 

Foi o comandante que conduziu a Armada Brasileira à vitória na Batalha do Riachuelo, durante a Guerra da Tríplice Aliança.

Existe, ainda, a rua Riachuelo, que faz alusão à Guerra do Paraguai.

MEMÓRIAS DA GUERRA DO PARAGUAI

A denominação de muitos logradouros do Período Imperial trata sobre a guerra.

A praça Pedro II, em denominação anterior, que era praça de Aquidabã, é um exemplo.

A praça Da Costa e Silva lembra o poeta nascido em 1885, portanto, no Período Imperial.

É o autor da letra do hino do Piauí.

AS CIDADES IMPERIAIS

Muitas cidades piauienses seguem na mesma linha de preservar a memória do Império.

Pode-se mencionar Pedro II, na região norte, considerada a Suiça piauiense devido ao seu clima ameno.

Ainda Amarante, que conserva na sua arquitetura os traços do período regencial e até mesmo colonial.

Toda essa arquitetura e memória indicam que o passado persiste, mas não apenas nas construções. (Toni Rodrigues)

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