DIÁRIO DO PODER

Arimatéia Azevedo poderia ter sido morto durante transferência

Desafeto e denunciado pelo jornalista se aproximou do camburão e proferiu desaforos; ele poderia estar armado

17/06/2020 09h15Atualizado há 2 semanas
Por: Redação
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Arimatéia Azevedo: policiais armados e gritos de desafeto
Arimatéia Azevedo: policiais armados e gritos de desafeto

O influente site Diário do Poder, editado pelo jornalista Cláudio Humberto Rosa e Silva, denunciou como arbitrária a prisão do jornalista Arimatéia Azevedo. Ele foi preso "numa sequência de humilhações impostas por autoridades cujas irregularidades ele vinha denunciando", informa o site.

A matéria denuncia ainda que Arimatéia poderia ter sido assassinado durante a transferência, já que tudo foi feito com estardalhaço, sob forte esquema de segurança, com policiais camuflados e armados até os dentes, mesmo assim um dos desafetos denunciados pelo jornalista se aproximou do veículo e passou a proferir disparates contra o mencionado.

Diz a matéria: "No momento em que o metiam no camburão, os policiais estavam fortemente armados, mas permitiram a aproximação de algum dos alvos do jornalistas que até poderia estar armado, mas apenas debochava aos gritos: 'Quem é que vai ser preso Arimatéia? Você não disse que eu ia ser preso?'"

Nesse momento, acredita o portal, o agressor poderia estar armado e disparar contra Arimatéia Azevedo diante dos olhos lenientes da autoridade policial, sendo que um policial disse apenas "dê licença, senhor." A matéria traz a abordagem da denúncia contra os políticos e acredita em armação: "Preso no Piauí jornalista conhecido pela denúncia frequente de políticos. Aos 67 anos, Arimatéia foi preso com espalhafato e humilhado em camburão da polícia."

Enfatiza ainda o Diário do Poder: "A prisão foi saboreada pelos alvos das denúncias frequentes de Arimatéia, como o senador Ciro Nogueira (PP-PI), cujos endereços no Estado já foram visitados pela Polícia Federal, em operação contra corrupção. Nas redes sociais, o senador publicou post sobre sua concepção de  'mau jornalismo'."

A filha de Arimatéia afirmou que o pai pode morrer na prisão. Maria Tereza Azevedo explicou que a família está apreensiva porque o jornalista é portador de comorbidades que o deixam muito vulnerável a covid-19. Aos 67 anos, ele é hipertenso, pré-diabético, tem pneumonia recorrente, sofreu derrame na pleura e tem um stent na perna.

O presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e de Expressão da OAB/PI, Wilson Gondim, que tomou posse nesta terça-feira (16), fez o mesmo alerta ao falar com a imprensa. Curiosamente, durante a posse, para falar em nome dos jornalistas, foi escolhido um jornalista que é assessor do senador Ciro Nogueira, frequentador costumeiro das páginas policiais, e que fez matéria contra Arimatéia Azevedo dizendo que com sua prisão esta acabado o "jornalismo de chantagem".

No que foi prontamente rebatido pelo também jornalista e presidente da APL, Academia Piauiense de Letras, Zózimo Tavares: "Não acabou o jornalismo de chantagem. Como também persistirá o jornalismo 'babão' e o jornalismo 'chapa-branca'", dos chamados aduladores de políticos e governantes. (Toni Rodrigues, com informações do Diário do Poder)

VEJA AQUI MATÉRIA DIÁRIO DO PODER

LEIA MATÉRIA SOBRE AGRESSÃO DE DESAFETO

 

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