INVESTIGAÇÃO

Polícia Federal apura possíveis desvios de recursos do Covid 19 no Piauí

Procurador da República afirma que há denúncias de falta de equipamentos para profissionais que atuam na linha de frente

15/06/2020 08h50
Por: Redação
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O procurador Kelston Lages requer investigação da PF no Piauí
O procurador Kelston Lages requer investigação da PF no Piauí

O procurador da República Kelston Pinheiro Lages informou ao jornal O Dia, de Teresina-PI, que a Polícia Federal deverá fazer inquérito para apurar possíveis desvios na aplicação de recursos destinados a combater Covid 19 no Piauí.

Existem muitas denúncias de que estariam faltando equipamentos de proteção para profissionais de saúde que atuam na linha de frente do combate à Pandemia.

O problema estaria ocorrendo principalmente em hospitais da rede estadual, como Hospital Regional Tibério Nunes, em Floriano; Dirceu Arcoverde, em Parnaíba; dentre outros.

O procurador disse que o MPF no intuito de salvaguardar o interesse público requer que a PF atue no caso para investigar se os recursos foram aplicados corretamente.

Segundo ele, o governo federal vem destinando recursos em caráter emergencial para os estados agirem no enfrentamento da Pandemia e não se justifica a falta de EPIs (os equipamentos de proteção individual).

Alguns dias atrás, este site denunciou que a situação vem se verificando no Hospital da Polícia Militar, em Teresina, a partir da denúncia apresentada por um profissional que atua nas dependências daquela instituição de saúde.

Ele disse ao tonirodrigues.com.br que os profissionais médicos e enfermeiros têm que comprar a maior parte dos seus equipamentos porque o material distribuído pelo governo é insuficiente e muitas vezes há plantões em que esse material não está disponível.

É certo que a presença da PF neste caso pode levar a uma série de desdobramentos em diversos focos de possíveis irregularidades que estejam sendo praticadas no estado do Piauí com os recursos do Novo Coronavírus.

POLÍCIA FEDERAL JÁ AGIU EM OUTROS ESTADOS

No começo da semana passada, muitos piauienses acordaram com a informação de que a Polícia Federal está realizando uma ampla operação no vizinho estado do Maranhão, para investigar supostas fraudes com recursos destinados a combater o Covid 19.

Todos também se fizeram pelo menos um questionamento, que diz respeito ao fato da existência de tantas denúncias sobre uso irregular dos recursos, no Piauí, e mesmo assim nenhuma operação policial federal em andamento.

SUSPEITAS NO HOSPITAL DE CAMPANHA DO VERDÃO

O governo, por exemplo, é suspeito de viciar o processo de construção do hospital de campanha do Ginásio Verdão, isso denunciado por um radialista do sistema Meio Norte em conversa com um promotor de Justiça, fato que foi tornado público pelo canal Toni Rodrigues Além da Notícia.

Cerca de R$ 12 milhõese estariam sendo aplicados indevidamente nessa obra das mais importantes para tentar conter o avanço da doença. Ao contrário disso, o governo prefere investir em propaganda. Prevê, para este ano, gastos de aproximadamente R$ 35 milhões com veículos da imprensa formal.

RECURSOS PARA DIVULGADORES DE FAKE NEWS

Haveria, ainda, uma ação pesada de marketing junto a alguns elementos divulgadores de Fake News, que envolveria recursos de aproximadamente R$ 2 milhões mensais. Tal questionamento deveria ser apurado com afinco pela autoridade ministerial e, logicamente, pela Polícia Federal.

O dinheiro que o governo destina para estes elementos teria por objetivo a participação em grupos de WhatsApp e criação de perfis no Facebook para divulgar e potencializar notícias favoráveis ao governo do estado, a maior parte delas sendo apenas meias verdades ou totalmente inverídicas, como a de que o estado possui plenas condições de enfrentamento ao Covid 19.

O governo foi acusado em passado recente num caso nunca totalmente esclarecido pela Polícia Federal de comprar o silêncio de alguns destes elementos que mantêm grupos de WhatsApp e que fazem chantagem contra os governos através destes grupos.

FINALIDADE EXTORQUIR DINHEIRO DO GOVERNO

Houve ampla divulgação de conversas atribuídas a elementos do próprio governo com estes supostos influenciadores e o governador disse na época que iria pedir a participação da PF por se tratar de crime de Fake News, isso nas suas próprias palavras.

Mas a verdade é que todos os supostos implicados seriam participantes do governo, formal ou informalmente. Os formais, seriam um coordenador da área de comunicação e alguns dos seus diretores. Os informais, elementos apresentadores de televisão que se autointitulam jornalistas e outros que atuam nas redes sociais falando mal de governantes com a finalidade de lhes extorquir dinheiro. (Toni Rodrigues)

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