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Polícia PRISIONEIROS

Estranha doença causa 6ª morte na Cadeia Pública de Altos

Familiares protestam por falta de informações; cadeia foi inaugurada recentemente; todos a avalizaram como grande obra, mas não era bem assim

29/05/2020 09h17
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Por: Redação
Familiares de manifestantes fazem protestos
Familiares de manifestantes fazem protestos

Adriano Adabio é o 6° detento a morrer a partir da doença provavelmente adquirida na Cadeia

INAUGURAÇÃO AVALIZADA POR TODOS — A inauguração da Cadeia Pública de Altos foi avalizada por veículos de imprensa e importantes organizações de defesa dos direitos humanos. No site Cidadeverde.com, de 22/09/2019: "Governo entrega o maior e mais moderno presídio do Piauí nesta segunda(23)." Veja só quanta adulação no texto: "A unidade terá 603 vagas e módulos voltados à saúde, educação, trabalho, parlatório para advogados, dentre outros espaços necessários ao funcionamento adequado do presídio. (...) Segundo o secretário da Justiça, Carlos Edilson, a inauguração da unidade representa um marco na história do sistema penitenciário do Piauí." Assinado como autoria Da Redação. Sinceramente. Esse tipo de matéria leva a algum lugar?

DIREITOS HUMANOS? MAS QUE NADA — A Defensora Pública Geral em exercício, Dra. Carla Yáscar Bento Feitosa Belchior participou da inauguração da Cadeia Pública Antônio José de Sousa Filho, em Altos. Nota da Defensoria sobre a grande obra (sic): "Equipada de forma adequada, obedecendo rígidos princípios de segurança, a Cadeia Pública de Altos possui 603 vagas e conta com 6 salas de aula, além de salas de informática e leitura, biblioteca, área de serviço e assistência social, área para atendimento de saúde." Todos corroboram com a irregularidade. Até que...

MORTES ESTRANHAS COMEÇAM A ACONTECER — A defensora Dra. Carla Yáscar Bento Feitosa Belchior disse que a inauguração da cadeia "certamente amenizará a superlotação, além de contar com tecnologias e melhores condições de permanência para os internos e para os agentes. A Defensoria Pública continuará atenta e trabalhando para que os direitos dos reeducandos sejam respeitados." É, pode ser. Mas... De repente, mortes estranhas começam a acontecer. Um, dois, três, está no sexto preso que perde a vida. Já existe suspeita.

O REGISTRO DE HOJE — Hoje, no site G1 Piauí: "Cadeia Pública de Altos registra 6ª morte em 15 dias por causa ainda não identificada. Adriano Adabio Paz da Silva, 20 anos, morreu nesta quinta-feira (28) no Hospital de Urgência de Teresina. Mais de 35 presos já precisaram ser hospitalizados por infecção não identificada."

PROBLEMA ESTARIA NA ÁGUA — Os primeiros detentos começaram a adoecer no início do mês e a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) chegou a testá-los para Covid-19, por medida de segurança, mas os resultados foram negativos. Agora, o que se diz é suspeita-se de que a doença tenha sido causada pela água da unidade prisional. A Defensoria Pública do Piauí defende uma medida extrema: a soltura ou prisão domiciliar de presos enquanto o problema é resolvido. E a Secretaria de Justiça, não será investigada?

QUEM SÃO OS MORTOS — Isaac Gomes de Oliveira, 23 anos; Robert Ozeas da Silva Pereira, que faleceu no domingo (24) e Jefferson Linhares Silva, morreu na sexta-feira (22); Adriano Adabio Paz da Silva, 20 anos; Francisco Wellington, morto dia 14/05. Em apenas 13 dias foram seis mortos. O governo agora afirma que está fazendo um trabalho de requalificação na água e nos diversos sistemas da cadeia pública. Impressionante como uma obra recentemente inaugurada, com apenas oito meses de funcionamente, seja capaz de produzir tantas mortes a princípio inexplicáveis.

A LEPTOSPIROSE E SUAS CONSEQUÊNCIAS — Trata-se de infecção humana resultante da exposição direta ou indireta à urina de animais infectados, por meio do contato com água, solo ou alimentos contaminados. Principalmente ratos. O problema, na cadeia pública de Altos, estaria na água usada pelos detentos. Os sintomas: febre alta, dor de cabeça, sangramento, dor muscular, calafrios, olhos vermelhos e vômitos são alguns sintomas. Sem tratamento, a leptospirose pode causar danos renais e hepáticos e até mesmo a morte. Os antibióticos combatem a infecção.

PRIMEIROS CASOS — A doença foi descrita pela primeira vez pelo médico Adolf Weil, em 1886, na Alemanha. (Toni Rodrigues)

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