Lula: Inconsciência Abissal

Ao ver escritos como esse da Folha de São Paulo atribuído a Lula no domingo 7 de abril fico espantado com a desfaçatez de editores e jornalistas que ousam afrontar o país com a opinião farsesca publicada nas páginas de uma publicação que se diz jornal.

 

Lula não tem autoridade moral para publicar nada, em primeiro lugar porque não escreve coisa nenhuma. Talvez tenha ditado algumas palavras, ideias gerais de uma obsessão com a mentira que persegue desde sempre – qual seja, a de que não teria cometido nenhum crime, quando provas inúmeras apontam para sua culpabilidade em todos os atos praticados e dos quais é acusado pelo Ministério Público e pelos quais recebeu condenação judicial.

 

Um elemento sem critérios, sem qualquer remorso ou capacidade de arrependimento. Parece-nos mesmo alguém que tenha pendores para a psicopatia. Mas neste caso ele se beneficiaria com outro tipo de detenção. Seria encaminhado para um hospital psiquiátrico, de onde poderia se libertar com muita facilidade.

 

O que este malandro inconfessável deseja é continuar encaminhando o país para o caos. Ele sabe que a grande maioria da população não possui nenhuma capacidade de discernimento. Age igualmente a ele. Como se estivesse num parque de vaquejada com centenas de milhares de vozes falando ao mesmo tempo – e onde, consequentemente, ninguém se entende.

 

É assim que ele acha que as coisas funcionam. É assim que os seus seguidores, tão imbecis e inconsequentes quanto ele, gostariam que as coisas se encaminhassem. Felizmente, já viramos essa página. Para o bem, com certeza. Na justiça, nas eleições e, seguramente, na administração do país. Lula é coisa do passado. E seria, sem nenhuma dúvida, se tivesse sido candidato.

 

Lembro-me de suas andanças pelo Brasil e de como era recebido nas cidades brasileiras de norte a sul. Somente no Nordeste houve aquela aclamação patética. Mas isso já era esperado porque onde reina o analfabetismo cultural e político reina também a ignorância em torno da necessidade de renovação. Da necessidade de mandar embora um incapaz. Graças que o país não se faz apenas de uma fração. E a soma do todo nos ajudou a mandar esse canalhada para o seu devido, onde permanecerá pelos séculos sem fim.

 

A opinião do criminoso condenado de Curitiba só deve interessar mesmo aos petistas, à Folha de São Paulo, aos “jornalistas livres.org”, aos blogs sujos e, evidente, aos filósofos girondinos que orbitam em torno da sua inconsciência abissal. (Toni Rodrigues Além da Notícia)

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Firmino visita áreas atingidas pelas cheias e é bem recebido pela população

O prefeito de Teresina Firmino Filho tem visitado as áreas atingidas pelas cheias na periferia de Teresina durante o final de semana.

 

É acompanhado pela deputada estadual e primeira dama Lucy Silveira e muitos dos seus secretários.

 

A população recebe o prefeito com carinho e reconhece o trabalho por ele realizado ao longo do seu período na prefeitura dede 1997.

 

Sem o que a situação seria muito pior – porque a prefeitura tem feito, mas não pode realizar tudo sozinha.

 

Seria preciso mais apoio dos governos do estado e da União – e, claro, menos propaganda dos chamados representantes políticos proporcionais.

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Robert Rios anuncia mestrado para aproveitar tempo livre

Robert Rios disse que vai aplicar seu tempo livre nos estudos.

 

Agora que está fora da política ele pretende fazer um mestrado na área do direito.

 

“Investir no conhecimento é sempre o melhor caminho”, salienta o ex-deputado que foi candidato a senador em 2018.

 

Rios deve ser candidato a prefeito em 2020.

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Ciro vai conseguir emplacar mudança na CCOM

O senador Ciro Nogueira foi protagonista de um encontro em Brasilia na semana passada.

Ele reuniu o governador Wellington Dias e o senador Marcelo Castro sob pretexto de lutar por verbas para acodir os flagelados das cheias no Piauí.

Na verdade, trataram apenas sobre ocupação de cargos no governo.

Os senadores do PP e do MDB estão preocupados por demais com a demora do governador no preenchimento de cargos.

No encontro, Ciro marcou um gol na indicação de um nome para a Coordenadoria de Comunicação, que deve ser transformada novamente em Secretaria.

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Ciro Nogueira quer emplacar Mário Rosa na CCOM

O senador Ciro Nogueira (PP) tem feito pressão junto ao governador Wellington Dias(PT) para transformar a Coordenadoria de Comunicação do estado numa Secretaria.

Ele também pretende indicar o jornalista e consultor de crises Mário Rosa, autor de livros e assessor de políticos como José Sarney, Jáder Barbalho, Geddel Vieira Lima, além do próprio Ciro, dentre outros.

Rosa atuou em várias campanhas eleitorais, inclusive no Piauí. Há informações de que ele pode ter atuado na campanha eleitoral de 2016 em favor de prefeitos petistas que disputaram a reeleição naquele ano.

O objetivo de Ciro Nogueira é começar a preparar o terreno para seu objetivo em ser candidato a governador do estado em 2022. Ele tem dito ao prefeito de Teresina, Firmino Filho(PSDB), que poderá apoiar suas pretensões.
Mas ao que tudo indica ele pretende ser candidato com apoio de Wellington Dias. O histórico de Ciro aponta que ele não tem compromisso com ninguém a não ser com ele próprio. O mesmo se pode afirmar do governador petista.

Tanto que, nos bastidores, Wellignton Dias é conhecido como “O Rei do Balão”. Nesta semana, eles estiveram em Brasília. Ciro, num vídeo feito em deslocamento num automóvel, supostamente pertencente ao senador, anuncia que teriam mantido audiência com um ministro de estado da área do desenvolvimento social.

Estava com eles o senador emedebista Marcelo Castro. Ocorre que na agenda do governador não está assinalada nenhuma audiência em ministério nessa data. A agenda em Brasília, no dia 3 de abril, marcam encontros com a vice-governadora de Pernambuco e presidente nacional do PCdoB, Luciana Santos, na sede da Surpi, Superintendência do Piauí em Brasília, pela manhã.

À tarde, às14h30, teria mantido audiência com o diretor-presidente da CHESF, Fábio Lopes Alves, e o diretor de Operação, João Henrique de Araújo, noShoping ID.

Por volta das 16h, o governador teria mantido audiência com Ministra do Supremo Tribunal Federal, Rosa Weber, no Edifício sede do STF (Salão Branco).

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Batman e o submundo do sistema prisional do Piauí

Sobre esse episódio do tal detento Rogério Matos da Luz, vulgo “Batman”, que se encontra na penitenciária Major César Oliveira e que foi transferido indevidamente para a Casa de Custódia de Teresina, a conclusão nos parece bem simples.

Começa a fazer sentido a razão pela qual o secretário Daniel Oliveira, também conhecido como Meninão do Governador, não quer nem saber de fiscalização sobre o sistema prisional.

Ele fica completamente desvairado quando toma conhecimento de que agentes penitenciários filmam dependências internas de presídios e passam isso paraa imprensa.

Também não permite que pessoas entrem em seu gabinete na Sejus portando celulares e qualquer outro apetrecho eletrônico, pois tem receio de ser filmado ou flagrado em qualquer situação constrangedora e que venha, segundo ele, a causar incômodo para o governo.

O detento Batman deveria estar cumprindo pena em Curitiba e não em Altos, no Piauí, a pelo menos 3 mil km de distância.

Curiosamente, na capital paranaense é que se encontra preso, numa cela especial da ccarceragem da PF, o ex-presidente Lula, patrono tanto do governador quanto do Meninão.

O cara é ujm perigoso assaltante de banco,

Informa a imprensa teresinense: “De acordo com informações da Vara de Execuções Penais (VEP) do Tribunal de Justiça do Piauí, o detento Rogério Matos da Luz, conhecido como “Batman”, deveria ter sido transferido para alguma unidade prisional do estado do Paraná por determinação da Justiça. A VEP informou que a Diretoria de Unidade de Administração Penitenciária será oficiada para esclarecer por que a transferência não aconteceu.”

O Processo de Execução Penal de Rogério da Luz foi transferido para a comarca de Curitiba, no Paraná, conforme decisão judicial do dia 1 de setembro de 2018, e não consta nos registros da Vara nenhuma efetivação de remoção do preso até a presente data.

Quantas outras irregularidades se escondem nos bastidores daquela secretaria? Por que razão esse detento, especificamente esse, está sendo mantido no Piauí quando já deveria ter sido transferido para o Paraná há seis meses? Existiriam outros casos parecidos?

Como se percebe, o secretário tem muito a esclarecer, muito mesmo, e não vai adiantar ficar zangadinho toda vez que um jornalista lhe perguntar porque o mundo é assim mesmo, tem leis que precisam ser cumpridas. Uma delas trata sobre transparência pública. (TR)

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Secretário Land Rover deixa Seduc – ele está apenas dando um tempo

Helder Jacobina pediu para sair da Seduc.

Agora ele e o governador Wellington Dias(PT) irão esperar um tempinho.

Até que a maioria das pessoas tenha esquecido a história dos carrões.

Depois ele volta em outro cargo, ainda mais perto de Sua Excelência.

Que é, certamente, para ficar mais protegido.

Estão lembrados da Lucile Moura e do escândalo Emgerpi?

O novo secretário chama-se Ellen Gera.

Sinceramente, ele não tem cara de secretário.

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Os altoenses centenários – um mistério e uma curiosidade

Olá, amigo da notícia. Hoje, eu gostaria de dividir com você uma curiosidade sobre o município de Altos, onde fui criado desde a primeira infância e onde vivo até hoje, com minha família.

Além de curiosidade, é também um mistério sobre o qual ainda não houve nenhum estudo na tentativa do seu desvendamento.

Estive ontem na localidade Serra do Cedro participando das comemorações em torno do aniversário da amiga Idalice Ibiapina Veloso.

Na oportunidade, pude reencontrar vários amigos e confirmar minha convicção de que Altos é um município em que as pessoas possuem uma longevidade considerável.

É bastante comum encontrarmos pessoas com 100 anos ou mais – não é o caso da Idalice, claro; uso seu nome nesse material apenas para contexto do local.

Na Serra do Cedro, por exemplo, existem várias pessoas nessas condições, com idade bastante elevada e caminhando tranquilamente para o centenário.

Um exemplo é o senhor conhecido como “Zé Roxo”, que afirma contar 106 anos de idade.

Encontrei também com dona Francisca, que tem 90 anos de idade e ainda está bem saudável.

O amigo José Ernestino também está com a idade de 84 anos e demonstra uma saúde invejável.

O mesmo se pode afirmar em relação ao nobre agricultor José Veloso, que recentemente completou 80 anos de idade e em julho fará 81.

Ele costuma fazer longas caminhadas pela comunidade e além dela – por todo o município.

Também é vaqueiro e não dispensa atuação nesse sentido.

Gostaria de referenciar aqui também uma série de outras pessoas, como o querido amigo Gentil Lemos, que conta atualmente 107 anos.

Infelizmente, ele começou a apresentar uma certa debilidade nos últimos anos, mas até recentemente era homem de saudável diálogo e boa leitura de jornais e revistas.

Também meu amigo seu Arlindo Martins Soares, que faleceu em 2014 aos 103 anos.

Ou sua irmã mais jovem, dona Arina, que faleceu aos 90 anos de idade, ano passado.

Enfim, tem algum segredo neste município que faz com que as pessoas tenham vida longa, ou então se trata de algumas famílias que possuem em seus genes esta condição.

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O senador que se diz progressista – mas o Piauí continua na mesma

O nobre leitor(a) vai me desculpar, mas não acredito absolutamente na liderança do senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas, e muito menos no seu empenho em favor do Piauí.

Aproveito para continuar dizendo isso agora, enquanto ele está cada vez mais forte, apesar das pressões da Operação Lava Jato sobre ele e sua poderosa organização, ao tempo em que continuo sendo “apenas um rapaz latino americano, sem dinheiro no banco, sem parente importante e vindo do interior.”

Os assessores do senador enchem minha caixa de mensagens nos e-mails com informações e releases sobre supostas transferências de recursos para grandes obras em todos os rincões do Piauí e sobre seu empenho em prol do desenvolvimento do nosso estado.

Mas quando olho nossos indicadores percebo que continuam estacionados praticamente desde 2004, sem que haja qualquer alteração, a não ser em questões pontuais, e que ao contrário do que dizem o senador e seus assessores, além dos membros de sua organização, o Piauí está empobrecendo.

Basta ver o resultado da pesquisa mostrando que temos cerca de 10% da nossa população inserida recentemente no contexto do empobrecimento (isso apenas para dizer bonito o que seria apenas igual a pessoas que ficaram mais pobres, cerca de 320 mil).

Acesse aqui: PIAUÍ MAIS POBRE

Ou então mostrando que 45% da população piauiense vive em condições de pobreza extrema – isso, de certo modo, explica por que um cara como ele continua se elegendo continuamente desde tempos imemoriais.

Veja aqui: EXTREMA POBREZA

É apenas lamentável que ainda tenhamos que conviver com esse tipo de político – ou com políticos desse tipo. (TR)

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Os anos verde-oliva do Brasil: ditadura ou regime militar

Nos dias atuais fala-se bastante sobre, e contra, o dia 31 de março, data em que teria se iniciado a ditadura militar brasileira – os militares entendem que se tratou de um regime.

 

Na verdade, se houve golpe, foi por parte dos civis, porque o governo foi assumido pelo presidente da Câmara, Ranieri Mazzilli, que declarou vago o cargo de presidente da República, destituindo João Goulart de seus poderes, e tomando posse das funções presidenciais.

 

Promessa descumprida

 

O marechal Castelo Branco assumiria as atribuições apenas alguns dias depois, com a promessa de garantir as eleições presidenciais marcadas para o ano seguinte – 1965 – e nas quais o então senador Juscelino Kubitschek, que fora presidente entre 1956 e 1960, despontava como franco favorito.

 

Fala-se mal da ditadura por duas razões, a primeira delas, e a mais grave, a violação dos direitos humanos, denunciada logo no início do regime, por jornalistas como Márcio Moreira Alves, Carlos Heitor Cony, Paulo Francis, dentre outros. A segunda, seria a limitação das liberdades políticas, porque perdemos o direito de escolher nossos governantes por cerca de 30 anos – sobremaneira no tocante ao presidente da República.

 

Censura à imprensa

 

Acrescentaríamos um terceiro item, que os atuais analistas não costumam abordar, porque seria reconhecer uma situação que ainda persiste, ou que existe desde sempre: a censura aos meios de comunicação. Os militares apenas a institucionalizaram, mas a censura ainda permanece, especialmente se considerarmos uma província remota do mapa brasileiro, como é o caso do Piauí.

 

Com relação à perseguição, tortura, banimento e morte dos inimigos políticos do governo militar, a que se considerar o fato de que, resguardadas as devidas proporções, houve agressões de ambas as partes. Os militares mataram. Os guerrilheiros, ou terroristas também o fizeram. Não o tivessem feito, não seriam guerrilheiros nem terroristas. Não estariam tentando uma revolução.

 

O apoio de outras nações

 

Claro que os militares praticaram bem mais. Estavam no poder. Tinham apoio externo – a exemplo dos Estados Unidos e do bloco capitalista. É natural que assim seja. Faz parte do processo. Todos os país possuem aliados. Vejamos, agora mesmo, o caso da Venezuela, com todos os malfeitos do regime de Nicolás Maduro – escora-se na Rússia, em Cuba etc. existe um alinhamento, portanto, a possibilidade de contar com ajuda externa toda vez que determinado governo solicitar.

 

Mas não se pode desconhecer os avanços patrocinados pelos governos militares. No Piauí, por exemplo, seríamos um estado vivendo, quem sabe, ainda no século XIX, não fossem os grandes investimentos realizados, sobretudo a partir do ano de 1966, quando Castelo Branco determina a construção da barragem de Boa Esperança, na região sul do estado. Talvez vivêssemos, ainda, à luz do velho Petromax.

 

Rodovias, escolas, hospitais

 

O número de rodovias asfaltadas era mínimo. Somente no entorno da capital. Foi no período do Milagre Brasileiro que tudo aconteceu. Também não havia escolas ou hospitais. Toda a estrutura de educação e saúde funcionava em prédios alugados e estruturas precárias, debaixo de galpões, embaixo de árvores.

 

Grandes avenidas em Teresina

 

Não estou me referindo aos projetos megalomaníacos, como Estádio Albertão, Transamazônica etc. Falo de obras necessárias, como as grandes avenidas em Teresina, a ampliação (verdadeira) do HGV, os hospitais regionais nas cidades polo de Picos, Floriano, Corrente, Piripiri, Parnaíba, a rodovia Transpiauí – ligando Luís Correia a Corrente, as rodovias estaduais (intermunicipais), a implantação da Cepisa, da Agespisa, o início das obras de saneamento básico nas maiores cidades do país e do estado.

 

Há que se considerar ações concretas. A avenida Frei Serafim em Teresina foi alargada. A avenida Circular (Miguel Rosa) foi melhorada, alargada e devidamente pavimentada. Mesmo caso da avenida Centenário, reduzindo a distância até o antigo campo de aviação, hoje aeroporto Petrônio Portella. Falando em aeroporto… antes era um campo de pouso. Chamava-se Santos Dumont.

 

Em Altos: água, energia e asfalto

 

Permanecemos no Piauí. Vamos até Altos. Na minha cidade, não havia abastecimento de água. As pessoas consumiam o líquido que vinha dos poços cacimbões nos quintais das residências ou então em chafarizes comunitários mantidos pelas prefeituras e instalados em terrenos particulares. Os donos dos terrenos ligados aos prefeitos ligavam as torneiras quando bem entendiam. Não havia qualquer tipo de tratamento. Os militares instalaram os primeiros sistemas e tubulações para o abastecimento – a gigantesca caixa d’água no Morro do Cemitério, as ligações residenciais. Aquilo representou uma grande alegria para todos.

 

Depois teve a luz elétrica, vinda diretamente da barragem de Boa Esperança. Porque antes a energia era proveniente de uma antiga usina existente na avenida Getúlio Vargas, rebatizada de avenida Francisco Raulino, a principal da cidade, por onde passa a BR 343.

 

Energia elétrica era só até 21h

 

Primeiro, usina a lenha. Depois, movida a diesel. Motor gigantesco. Começava a funcionar por volta das 17h. O horário se estendia até 21h. depois, escuridão total nas ruas. Cenário ideal para atuação dos temíveis Mariposas – dizia-se de um suposto grupo de elementos que atormentava as pessoas de bem. Talvez mera lenda urbana.

 

Em casa, todo mundo tinha o seu petromax movido a querosene. Trocava-se apenas a “manga”, que era uma coisa tipo um paninho colocado na boca e que a gente mergulhava uma ponta no querosene, do lado de dentro, e acendia na outra ponta. Ou então lamparina mesmo. Água gelada, não tinha. Era do pote mesmo.

 

Encarregado de encher os potes da pensão de dona Anaíde, minha mãe, era tio Gonzaga. Toda tardezinha, tinha que ir ao poço, mergulhar o balde, e dar um sem número de voltas, até deixar todos bem completinhos. O coitado tinha que interromper suas brincadeiras toda tarde para fazer esse serviço porque o pessoal começava a chegar do serviço por volta das cinco e meia da tarde e tinha que ter água renovada.

 

Bom, mas teve também o asfaltamento da avenida central, a Francisco Raulino, antiga Getúlio Vargas. A ditadura militar colocou asfalto novinho por sobre o calçamento de paralelepípedo que tinha sido feito ainda no tempo do Juscelino – outro grande realizador. Tem um capítulo sobre ele no meu livro UM REPÓRTER a partir de uma entrevista que fiz com seu secretário particular, o Serafim Jardim.

 

Educação, cultura, infraestrutura

 

Na área de educação e cultura, tenho certeza que os militares realizaram bem mais. Era palpável. Havia caminhões do governo circulando com livros pelo país inteiro, levando conhecimento ao interior. Disseminando livros – Monteiro Lobato, Machado de Assis, Castro Alves, José de Alencar. Não havia de ideológico nisso. Você simplesmente chegava lá e pegava emprestado de acordo com sua faixa etária ou área de interesse. Semanas depois o caminhão passava e volta recolhendo os livros. Era preciso devolver em bom estado de conservação. Se não devolvesse, então pagava uma taxa irrisória, apenas para fins de responsabilização, enfim, para que a pessoa tivesse consciência da falha cometida.

 

A implantação da Ufpi

 

Há que se ressaltar, ainda, a instalação do campus da Universidade Federal do Piauí, na zona norte da capital. Foi uma luta de longos anos, desde a década de 30, quando se implantou a primeira faculdade no estado. Consolidou-se durante o regime militar, mais especificamente durante o governo de Alberto Silva, e consta de livro grandioso do meu amigo Cid de Castro Dias.

 

Sobre os feitos da ditadura militar em termos de obras estruturantes, produzi reportagem em 2009 com o professor e historiador Francisco Alcides do Nascimento, da Universidade Federal do Piauí. Ele tem uma visão parecida com a minha. Na verdade, precisamos saber diferenciar a parte política da parte administrativa.

 

E ainda tem o Funrural, o INPS… tem muita coisa que aconteceu e que poucos fazem questão de lembrar. Pleno emprego, PIB de 14% ao ano, ministros piauienses em todo governo, Piauí prestigiado com a presidência do Congresso Nacional. Muito diferente de hoje quando se tem somente muito papo furado e muita fome e violência rondando os rincões da nossa pobreza. Sem contar na corrupção que é a maior de todas as violências e bandalheiras. O maior ladrão é o ladrão do dinheiro público.

 

Por que, quando se vai falar sobre os anos do governo militar, não se fala sobre isso?

 

#ToniRodrigues

 

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